Metal Archives

Metal Archives
Metal Archives

rock brigade

rock brigade
30 ANOS DE ROCK AND ROLL

vaz

vaz
PROGRESSIVE ROCK & PROGRESSIVE METAL

muro

muro
BIOGRAFIAS E DISCOGRAFIAS

domingo, 1 de março de 2015

Manowar - Battle Hymns [1982] - United States / Estados Unidos


Motores em alto e bom som: os estilos de vida sobre duas rodas e a barbárie dão início a mediana “Death Tone”, que apesar de não ser uma faixa ruim, ainda não mostrava um MANOWAR totalmente seguro sobre o Metal que iria seguir. Talvez o mais marcante nessa música seja a atuação de Hamzik, tocando de maneira mais solta do que as tradicionais linhas Heavys apresentadas ao longo de sua discografia. Um pequeno vacilo da banda ao ter deixado ela ter sido a abertura do play, quando na verdade quem deveria ter sido era a próxima música.

“Metal Daze” é uma declaração de amor ao Heavy Metal, e aqui já encontramos uma seqüência matadores de riffs alinhados a poderosa voz de Eric Adams e a cozinha coesa, liderada pelas competentes linhas de baixo marcantes de Joey DeMaio. Apesar de “Metal Daze” se mostrar uma poderosa faixa de metal tradicional do início da década de 80, vale destacar o clima festivo e totalmente rock and roll que a mesma apresenta, inclusive com os backing vocais, que se não são os mais bem gravados possíveis, dão uma ênfase incrível ao já citado clima rock and roll..Aos 3 minutos e pouco, um grito emblemático carimba de vez “Metal Daze” como sendo uma daquelas músicas do rock pesado, que apesar de serem heavy metal, não perderam o “espírito rock and roll”. Se realmente o Heavy Metal foi uma evolução natural do rock and roll, isso só ficou completamente “visível” em raríssimos momentos na história, e em “Metal Daze” essa mágica aconteceu. Pra finalizar, vale destacar que “Metal Daze” é uma das músicas do Manowar que mais funcionam ao vivo, visto que o público adora gritar em coro “Heavy Metal, Heavy Metal Daze!”.

Seguindo a linha rock and roll, a empolgante “Fast Taker” é outra faixa com um clima totalmente rock and roll. Mas uma seqüência de riffs matadores, boa melodia, e um clima de festa que combinado a sua letra que aborda o tema sexo e garotas de 16 anos, fazem dela uma faixa totalmente AC/DC! Com certeza uma das grandes atuações da cozinha do MANOWAR, com Demaio e Hamzik detonando geral.

“No momento que esta carta chegar em casa eu estarei morto”. Diminuindo a velocidade, temos “Shell Shock”, uma das melhores e mais bonitas composições do MANOWAR, que fala sobre distúrbios mentais causados pela experiência da violência na guerra. Apesar de não ser um clássico, “Shell Shock” é uma amostra da genialidade do MANOWAR. Temos aqui um choque entre “alegria” e “tristeza”. De um lado, a melancolia representada pela grande atuação da cozinha (representando a guerra) e a belíssima interpretação de Eric Adams (representando os pensamentos do ex-soldado), enquanto do outro, vemos ótimas seqüências de solos e riffs oitentistas totalmente “pra cima” e esbanjando energia. A atmosfera criada pela música é uma mistura de tristeza e felicidade. Não é algo que possa ser comparado a “penny lane” dos Beatles, mas tem um grande valor. Finalizando, a composição ainda cita Saigon, bombas Napalm e o Tio Sam, uma pérola perdida e esquecida na extensa discografia do Manowar.

Voltando ao “rock and roll”, temos a clássica “Manowar”. Mais uma prova de que o MANOWAR com seu disco de estréia foi uma das bandas que souberam conciliar com mais competência o rock and roll e o Heavy Metal. Se o AC/DC tivesse feito Heavy Metal com Bon Scott, o resultado seria parecido com a música “Manowar”. Riffs e cozinha totalmente rock and roll, e um solo mais rock and roll ainda, empolgação total. Apesar de a letra aparentar simplicidade e promiscuidade, assim como as letras do AC/DC, não da pra saber com exatidão sobre o que a música aborda, de um lado, fica a impressão que ela fala sobre antigos navios de combate (que é o significado de Manowar), e do outro, uma alusão a grandiosidade da própria banda, demonstrando que o egocentrismo do Manowar começou muito mais cedo do que se imagina(acho que a segunda opção é a correta). Comenta-se que a letra é inspirada nas guerras da Idade Média e descrevem o ataque de um exército de 10 mil soldados.

“Dark Avenger” é o primeiro épico da carreira da banda, e foi o ponto de partida que fez do MANOWAR a banda a criar os melhores épicos bárbaros da história do Heavy Metal. A letra cita Hades, Abaddon, e muitas outras riquezas da Mitologia Grega. Incrível como a banda caminha entre um rock and roll “descompromissado” e um épico intrincado. A faixa tem inclusive uma narração do falecido cineasta Orson Welles no meio da música, que até então era cadenciada e sombria, e depois da narração, aí sim, o “couro come”, e toda a barbárie entra em cena.

“William's Tale” é um solo de baixo com temáticas de filmes americanos de "bang-bang"(velho oeste), uma adaptação de Joey para um trecho da ópera "Guilherme Tell" (William Tell), do compositor clássico italiano Rossini. Esse mesmo trecho já fora usado como tema do filme e da série de TV de bangue-bangue "O Cavaleiro Solitário" (Lone Ranger), Apenas um momento de ostentação do polêmico baixista e frontman Joey DeMaio.

Brilhantemente, o disco é encerrado com “Battle Hymns”. Qualquer comentário seria insuficiente para definir a importância e brilhantismo de “Battle Hymns”, que não é apenas mais um épico bárbaro sobre guerra do MANOWAR. Seria escasso dizer que ela é somente um hino da banda, pois a mesma é um clássico de toda a história do Heavy Metal. “Battle Hymns” é pioneira, Battle Hymns” é emocionante, “Battle Hymns” é brilhante, e “Battle Hymns” é bárbara nos 2 sentidos da palavra. Mais de 25 anos depois, “Battle Hymns” continua atual, única e fabulosa.

Como resultado, temos um disco clássico, e que além de ser um marco na história da banda e do próprio Heavy Metal, ainda revelou para o mundo um dos maiores baixistas e vocalistas de todos os tempos, respectivamente Joey DeMaio e Eric Adams. Completam o time Donnie Hamzik, na bateria, e Ross-The-Boss, que era o único músico famoso na banda, já que o mesmo era o guitarrista dos “Dictators”, uma das bandas pioneiras do “Pré” Punk Rock.


Track listing:
"Death Tone" (Ross the Boss, Joey DeMaio) – 4:48
"Metal Daze" (DeMaio) – 4:18
"Fast Taker" (Ross the Boss, DeMaio) – 3:56
"Shell Shock" (Ross the Boss, DeMaio) – 4:04
"Manowar" (Ross the Boss, DeMaio) – 3:35
"Dark Avenger" (Ross the Boss, DeMaio) – 6:20
"William's Tale" (DeMaio, Gioachino Rossini) – 1:52
"Battle Hymn" (Ross the Boss, DeMaio) – 6:55

Personnel:
Eric Adams - vocals
Ross the Boss - guitar
Joey DeMaio - bass guitar
Donnie Hamzik - drums
Additional personnel[edit]
Orson Welles - narration on "Dark Avenger"

Format: flac (tracks) 
scans
Total Size: 285 mg


password = metaltrufe

sábado, 12 de julho de 2014

Irmandade Dos Blogs - Postagem Especial do Dia Mundial do Rock: Saxon - Saxon [1979] [REMASTERED WITH BONUS TRACKS] - United Kingdom / Reino Unido

Hoje dia mundial do rock está sendo feita a primeira postagem da ''Irmandade dos Blogs''. A irmandade dos blogs é uma página criada no facebook que tem o objetivo de fazer a união de donos de blogs brasileiros, com os objetivos de haver uma maior divulgação desses blogs, de fazer postagens especiais em conjunto em épocas distintas, além de fazer com que os donos das páginas façam o intercâmbio entre si, se conhecendo, realizando parcerias entre os blogs e fazendo amizades.

Até o momento 23 blogs estão fazendo parte desta associação que foi criada recentemente, e que encontra-se em fase de estruturação funcional.

O grupo também foi aberto para os membros e visitantes de cada blog participante, que terão a oportunidade de interagir com os blogueiros, fazendo pedidos, dando sugestões, ou simplesmente fazendo amizade com os mesmos.

Abaixo está a lista de blogs que estão participando dessa postagem inicial de estréia, com cada blog fazendo a abordagem em cima de um disco ou banda diferente. Visitem!


_________________________________________________

Para essa comemoração "festiva" escolhi esse álbum super representativo do movimento New Wave Of British Heavy Metal (Nova Onda do Britânico Heavy Metal) e que tem uma importância extremamente positiva para a carreira da banda e do gênero Heavy Metal. 

Saxon (1979) Saxon {Remastered 2009}
Saxon (1979) Saxon {Remastered 2009}

SAXON é uma das mais relevantes bandas de Heavy Metal do mundo, sendo também uma das mais longevas bandas da NWOBHM, ao lado de IRON MAIDEN e JUDAS PRIEST.

São influência poderosa entre grande parte dos músicos dos estilos: Classic Metal/Power Metal/Speed Metal, com seu som emblemático e suas letras, verdadeiros slogans do Metal, a banda cativa fãs desde sua fundação até hoje e com uma “torcida organizada” quase tão fanática quanto o MANOWAR. Talvez por reunir um conjunto de atributos tão formidável, que possa ser considerada como uma das maiores representantes da NWOBHM.

A banda foi formada na região de South Yorshire, em 1976 pelo guitarrista Graham Oliver e pelo baixista Steve Dawson, inicialmente tinham o nome de SON OF A BITCH (literalmente FILHO DA PUTA (risos), vê se pode?). Incorporaram outros músicas do uma banda local, que trazia o vocalista Biff Byford e o guitarrista Paul Quinn, depois incorporaram o baterista David Ward. Acabaram mudando logo o nome para SAXON (SAXÃO), mas com Pete Gill como baterista. Os Saxões - em latim: Saxones, em inglês antigo: Seaxe, em saxão antigo: Sahson, em baixo-alemão: Sachsen - foram uma confederação de tribos germânicas nas planícies do norte da Alemanha, alguns dos quais migraram para a Grã Bretanha durante a Idade Média e se fundiram com os anglos, formando os anglo-saxões, que formariam o primeiro Reino da Inglaterra.

Começaram se apresentando em clubes e pubs na Inglaterra, gravaram suas primeiras demo-tapes, que foram utilizadas pela até então nova gravadora, Carrere Records. Com o contrato feito, foram trabalhar no debut, o LP "Saxon" foi lançado no primeiro semestre - início de 1979, tiveram ótimos resultados. O primeiro single "Big Teaser", mais o B-side "Stallions of the Highway", alcançou ótimos resultados na parada britânica, chegando a ficar por algum tempo em primeiro lugar:  A banda também lançou outros dois singles, que ajudaram a promover a turnê que faziam ao lado do MOTORHEAD, tocando inclusive por três noites seguidas na famosa casa de shows inglesa Hammersmith Odeon. Depois da turnê, o SAXON retornou ao estúdio para preparar o seu próximo disco, "Wheels of Steel". Lançado em 1980, este álbum alcançou um bom retorno, ficando em quinto lugar na parada britânica. 

Alguns críticos descrevem esse trabalho como "a calma antes da tempestade", e também criticam a falta de experiência da banda no estúdio, assim como sua gravadora, Carrere, por não saber "como capturar um som Heavy Metal na fita", o que significa que o álbum apenas sugere a verdadeira personalidade do SAXON, poder e potencial de composição. 

Alguns temas sugerem influências de Rock Progressivo como em "Rainbow Theme"/"Frozen Rainbow" e Glam Rock soando em "Big Teaser" e "Still Fit to Boogie". Algumas dúvidas surgiram quanto à direção musical, mas em geral, o LP ajudou a colocar o SAXON no mapa do Rock numa Inglaterra recém saída de uma onda Punk que mudou o panorama musical da época, sepultando alguns gêneros musicais e vendo surgir uma nova leva de bandas que eram o resultado de tudo que emergira no início e meio dos anos 70.


Track listing:
01. "Rainbow Theme"   3:07
02. "Frozen Rainbow"   2:29
03. "Big Teaser"   3:55
04. "Judgement Day"   5:31
05. "Stallions of the Highway"   2:52
06. "Backs to the Wall"   3:09
07. "Still Fit to Boogie"   2:53
08. "Militia Guard"   4:50
Bonus Tracks
09. "Big Teaser" (Son of a Bitch demo, 1978) 3:50
10. "Stallions of the Highway" (Son of a Bitch demo, 1978) 3:03
11. "Backs to the Wall" (Son of a Bitch demo, 1978) 3:12
12. "Rainbow Theme" (Son of a Bitch demo, 1978) 4:38
13. "Frozen Rainbow" (Son of a Bitch demo, 1978) 2:32
14. "Backs to the Wall" (BBC session) 3:17
15. "Stallions of the Highway" (BBC session) 2:47
16. "Motorcycle Man" (BBC session) 3:48
17. "Still Fit to Boogie" (BBC session) 2:46
18. "747 (Strangers in the Night)" (BBC session) 5:02
19. "Judgement Day" (live, b-side "Suzie Hold On") 5:40
20. "Still Fit to Boogie" (live) 2:38
21. "Backs to the Wall" (live) 3:25
22. "Stallions of the Highway" (live) 3:41

Lenght: 79: 18

Tracks 1-8, written and composed by Biff Byford, Paul Quinn, Graham Oliver, Steve Dawson and Pete Gill.
Bonus tracks 14-19 recorded on Tommy Vance's Friday Rock Show, transmitted 15 February 1980.
Bonus tracks 20-22 recorded live at Donington, 1980.

Personnel:

Band members:

- Biff Byford - vocals
- Graham Oliver - guitar
- Paul Quinn - guitar
- Steve Dawson - bass
- Pete Gill - drums

Release: EMI ‎– 50999 6 94443 2 6 - Europe, 2009

Format: FLAC (image+.cue)
Scans
Total Size: 280 Mb

Torrent
________________

Format: mp3 (320 kbps)
Scans